domingo, 20 de fevereiro de 2011

Falando de mim ...

Estava aqui a pensar e a reflectir sobre o conteúdo deste post e sobre a primeira parte da minha apresentação sobre a tão esperada entrada na universidade, e na verdade estou dividida.
Estou no curso de Artes Visuais, gosto do curso, e sinceramente em Junho quando acabar, vou sair de lá uma pessoa muito mais culta do que aquela que entrou lá em Setembro de 2008. Confesso com toda a sinceridade, é uma área, que como muitos sabem, muito competitiva, existe em faça de tudo para proteger os seus trabalhos, e á quem faça de tudo para roubar as ideias, ou mesmo para lixar o "amigo". Há dias em que chego a casa, e só me apetece mandar tudo para o c******, mas não, bebo um chá, acalmo-me, durmo sobre o assunto, e no dia seguinte, lá vou eu com um sorriso, como se nada tivesse acontecido.
Fui para esta área com a ideia de seguir fotografia, é algo que eu gosto, mas sinto-me muito burra e inexpriente junto de outros,sendo essa área também 'competitiva', sou capaz de chegar lá e f****-m* á grande, e não é isso que eu quero. Por outro lado, uma das coisas que eu adorava seguir, era sem dúvida Comunicação Social.
Enquanto por aqui andava na internet, fui ver cursos e descobri um curso que se chama "Comunicação Multimedia" que é capaz de juntar as duas áreas que eu gosto, a parte má disto, é que só há na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (ou seja, Vila Real), e é muito longe, e tenho as minhas sérias dúvidas se alguma vez era capaz de me habituar ao clima, ou na Universidade Lusíada, que é privada, e não estamos numa época propriamente fácil, logo está fora de questão eu ter esse tipo de "luxos", por outro lado o plano de estudos deste último não me agrada a 100%.
Também descobri um curso que se chama " Comunicação e Multimedia", no Instituto Politecnico da Guarda , onde o plano de estudos até me agrada, excepto o inglês.
E por fim, o curso de "Educação e Comunicação Multimedia" que há tanto no Instituto Politecnico de Santarém , como no Instituto Politecnico de Beja , gosto de ambos os curso, apesar de estar mais virada para o primeiro. A Tania que está lá a estudar, no 1º ano, já me deu alguma indicações sobre o curso.
Isto tudo, para dizer, que não sei o que fazer no próximo ano, que adorava ir estudar para Lisboa, mas ao que parece, essa cidade maravilhosa não quer nada comigo, e que se alguém estar em alguma destas universidades/cursos ou se conhecer alguém que me possa falar do curso, não me importava nada :D

Entretanto, e falando de outros assuntos, estou a pensar em começar a divulgar alguns dos meus trabalhos, tanto de fotografia, como de trabalhos para a disciplina de Oficina Multimedia B.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Acho muita (pouca) piada, quando as pessoas da minha idade, se metem a falar como a vida delas fosse uma coisa horrível, e todos lhes fizessem mal. Sinceramente, nenhum deles percebe o que foi parte da minha vida.
 Eu não falo da minha vida como se fosse a pior coisa do mundo, porque há de longe, histórias bem piores á minha, vejamos então.

Quando nasci, era tudo a babar-se para mim, porque já se sabia que durante, muito tempo já não ia nascer mais ninguém, até aqui tudo bem. Mas quando vamos a ver, que quando eu nasci, a minha mãe tava com uma (espécie) de depressão, e a minha avó estava a recuperar ainda da morte do meu avô que tinha sido 2 meses antes, até aqui está tudo mais ou menos bem. Mas quando está tudo á espera que eu seja um rapaz, escolhem o nome de Francisco em homenagem ao meu avô e saí uma Matilde ... e que ao fim de tantos anos quando olham para mim, lembram-se do meu avô...
Depois, sempre fui muito mimada por uma tia, que como não tinha filhos, dava montes de prendinhas ás sobrinhas, vida de princesa.
O que não é vida de princesa é na altura em que mais se precisa de uma mãe só a ver mais ou menos 2 horas por dia, durante 3 anos, também não é de princesa, crescer, sabendo que o padrinho de quem gosta muito, tem uma doença grave, que a qualquer momento pode morrer.
Passado 5 anos, está a comemorar os seus anos, chega a casa após uma noite fantástica com as melhores amigas, e ligam-lhe a dizer que o seu padrinho, de que tanto gostava tinha morrido. Alguém sabe qual é a sensação de estar a curtir á grande, enquanto tem uma pessoa de quem gosta muito a sofrer, e acabando por morrer? Eu infelizmente sei, e não aconselho a ninguém a ter essa sensação. A partir desse ano, sempre que comemorar os meus anos, vou-me lembrar disso.
Passados, 10 dias, com a avó internada, recebe uma chamada em casa a dizer que era do hospital, e que a sua avó tinha morrido. Horas depois, recebe outra "afinal foi um erro médico"; 2 dias mais tarde, voltam a ligar do hospital " a sua avó morreu " , enquanto está no velório da avó, volta a receber outra chamada " lamento informar, mas o teu tio morreu" .

Isto aconteceu-me á cerca de 6 meses atrás, vivo diariamente numa luta contra a uma doença da minha mãe, e digo-vos com muita sinceridade que é uma das coisas que mais me custa. Agora vêm-me para cá com conversas disto e daquilo que a "minha vida é uma merda", poupem-me e encarem a vida!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Filho de professor

Encontrei uma nota, no facebook, que talvez seja importante divulga-la, pois eu também "sofro do mesmo mal". Como tal, vou por o autor do texto, e espero que não haja qualquer tipo de problema.
" Desde já quero felicitar os meus colegas por terem a coragem de expor os seus pensamentos e pela capacidade brutal com que os conseguem expor, peço também desculpa por esta nota não conseguir ter tamanha qualidade...

voltando ao tema...

Ser filho de professor é ou não ter super poder?

Desde que sei somar 1 com 1 oiço a célebre expressão (estas ou outras muito idênticas):
"pudera, filho de professor..."  ou "pudera, com uma professora em casa"

Pergunto-me: eu estou no 12º ano com uma média razoável (não interessa qual o seu valor) porque tenho uma mãe que é licenciada em formação cientifica e pedagógica do Ensino Básico - 1º ciclo ou porque me esforço tanto como qualquer outro aluno com notas razoáveis?

é que sinceramente, BASTA!

inventem outra do género:
- "tiveste quanto no teste?" e depois de ouvirem a resposta digam : "pudera, tens um cabelo tão macio..."
Dizerem-me que tive boa nota num teste porque tenho um cabelo macio é mais válido do que me dizerem que tive boa nota porque a minha mãe é professora.

O leitor imagine:
está a falar com alguém sobre o seu excelente percurso académico (obviamente não e o caso)
a meio da conversa diz que é filho de um professor
já estragou tudo,
a pessoa com quem está a falar muda completamente o seu discurso:
o que outrora era: "eia excelente, parabéns! não é qualquer um que consegue!" passa à celebre frase:
"pudera, és filho de professora"
Parece que nós, filhos de professor, possuímos algum tipo de super poder que impede-nos de ser péssimos alunos.

E quando o contrario acontece? Quando a nossa nota é má e nos dizem:
-"O quê? TU tens essa nota? com uma professora em casa como é que isso e possível?..."
como se fosse quase proibido por lei tirar negativas sendo filho de professor...

Se fosse assim todos éramos professores, porque ao sermos professores os filhos de cada um nós
eram todos bons alunos, e isto porque? porque eram filhos de professores...
RIDÍCULO NÃO?

EM SUMA, nós, filhos de professor, não temos qualquer tipo de super poder,
há filhos de professor excelentes alunos e há filhos de professor péssimos alunos
por isso NÃO vão por aí!
se temos boas notas e porque nos esforçamos, se temos más notas é porque não o fazemos.
simples não e?
para quê estar a inventar teorias...

P.S. (não, não é Partido Socialista)
filho de professora implica ver a mãe chegar a casa exausta,
vê-la a fazer a lida da casa e vê-la HORAS à secretaria, a fazer sabem o que?
não e a ajudar o filho a estudar, mas sim a corrigir fichas, testes, a planificar, a avaliar e a
preparar aulas para os filhos das outras pessoas.
como podem imaginar o filho de professor não tem aulas em casa.

Espero com este texto ter esclarecido os mais desentendidos no assunto...


João Rosa"

sábado, 22 de janeiro de 2011

Recordações

Enquanto arrumava, e revirava papeis encontrei as nossas fotografias, as únicas recordações daquilo que um dia fomos, daquilo que um dia vivemos, e que pensávamos ser eterno. Pensei em incendiá-las, para apagar essa recordação, mas não fui capaz, percebi que não é só no papel que está estampado, mas também minha memória.
Continuei, e encontrei as cartas escritas em madrugadas de desespero, onde as palavras estão inundadas de sentimentos, quando apenas naquela forma encontrava uma forma de expressão e de me libertar. Lá, ta expresso a saudade e o carinho, que tinha por ti. Não dormia, com medo de te perder, passava noites em branco, a contar as horas e minutos para o dia nascer, e eu ir a correr ter contigo. Tar nos teus braços, e sentir a segurança e conforto que transmitias.
Enquanto tava a ser levada por essa recordação, relembrando todos os momentos passados juntos, procurei a pulseira. Aquela pulseira que me deste, que sempre que a pego, lembro-me daquela surpresa que me fizeste,a melhor de todas.. quando me chamaste para ir á janela, e lá estavas tu,mais lindo do que nunca, com a tua guitarra,com um sorriso fantástico e os teus olhos brilhantes, cantaste para mim, desci,  agarraste-me e beijaste-me com toda a força onde não me querias largar. Mas ... quando dou por mim, estou sentada no chão frio, encostada á estante, agarrando com toda a força a pulseira, e com uma lágrima no canto do olho.
Quando me tento levantar, olho para o espelho e vejo-te sentado na minha cama... e percebo que não te esqueci. Mesmo assim, e cada vez mais emocionada não consegui parar, no meio de todas aquelas recordações, encontro um papel dobrado, abro-o, e é um bilhete de comboio, mais uma vez, fecho os olhos e viajo de novo no passado, ao teu lado. Vejo a imagem do dia maravilhoso que tínhamos passado. De me convidares para jantar na tua casa, com os teus pais, e depois desse jantar me teres deixado á porta de casa dizendo que eu era tudo para ti, e que não me querias perder. Regresso da viagem, e sinto-me diferente, o meu coração parece uma bomba prestes a explodir, porque? Porque na outra mão tenho uma marca daquele hotel, em que marquei o quarto, no dia dos teus anos. Em que jantamos, a sós, com música ambiente e com tudo aquilo a que tínhamos direito, em que tu não te cansavas de dizer que eu tava linda, eras o meu princepe. E eu, nos teus braços, naquele momento sentia-me uma princesa, a forma como me beijavas, como me agarravas e me olhavas, era a melhor sensação que alguma vez tinha sentido. Foi uma noite especial, a primeira vez que dormimos juntos, a primeira de muitas noites em branco, em que eu ficava derretida vendo-te dormir, sempre tão sereno. Quando abro os olhos, mais uma gota traça-me o rosto, mais uma ferida tocada, e não consigo deter as lágrimas, choro, choro e sem levantar o olhar do chão pergunto-me porquê de estar assim. Não consigo ter explicação.
Ainda sentada, no meio de todas aquelas recordações, mais calma, decido continuar a viagem ao passado, e na mão esquerda continuo agarrando a pulseira com muita força e sempre com o olhar fixo no chão regresso ao mundo maravilhoso que vivemos juntos. Relembro, aquele dia em que mesmo cansado de uma noite, acordaste cedo para estares comigo, e com a minha família, fomos passear pelo Alentejo. Era verão e estava um calor, insuportável dentro do carro, mas mesmo assim eu estava no paraíso, por te ter ao meu lado, agarrado á minha mão, sussurrando-me que eu te fazia feliz, o dia foi passando, e como sempre, chegou a hora de me despedir, e mesmo não querendo largar-te, beijo-te como quem se despede.
Abro os olhos, e o meu corpo pede o teu calor, o meu olhar a tua presença e o meu coração o teu amor. Não aguento e as lágrimas vão me caindo descontroladamente, olho para a porta, e sonho verte entrar, e que voltasse tudo ao que um dia foi..

Foi um momento de sonho e de recordações, tudo acabou, foste-te embora deixando-me com perguntas, e com muitas memórias boas, e menos boas. Teria muitas mais historias para te contar, onde só eu e tu sabíamos o que sentíamos nelas. Mas deste modo, peço-te para que nunca te esqueças de mim, pois, eu nunca me vou esquecer de ti.

Beijo,
Matilde