quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Amanhã de manhã, lá vou eu  ...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Estou de regresso á vida normal, á civilização e as saudades já são muitas. Não dá para explicar tudo aquilo que passei lá. A começar pela viagem, e por nos termos enganado no caminho, depois durante a hora e meia de viagem nunca ter chovido, e assim que chegámos ao Sudoeste, choveu durante duas longas horas, e nós carregadíssimas á procura de um sitio para ficar, e era quase impossível, ligámos para todas as pessoas que conhecíamos e ninguém nos arranjou um síto, meti conversa com montes de gente a perguntar se não arranjavam um espacinho para uma tenda de quatro pessoas e nada. Fizemos duas tentativas de montar a tenda em "propriedade alheia" e não nos deixaram. Quando finalmente começa a aparecer o sol, e nós estamos no pico do desespero por ainda não arranjarmos um sitio onde ficar. Surge de um acampamento uns rapazes que se metem a tentar adivinhar o meu nome. E a minha reacção é imediata " não têm um espacinho?" e em menos de nada, já estávamos acampadas com as pessoas que mais marcaram o nosso festival. Foram os melhores vizinhos do mundo, foram eles que nos ajudaram com o Campigaz, que nos lavaram muitas vezes a loiça, que marcaram os nossos melhores momentos, e que fizeram com que esta fosse sem duvida a melhor semana da minha vida.
Vou ter muitas, muitas saudades mesmo do "se eu eu nao drumo, tu não dromes", ou o "tou taaaaaaaaaaaao triste", do "queres uma kompensan? e uma salsicha?" ou até do "águinha para o campeão". Com isto não esquecendo que tenho muita pena das centenas de raparigas e rapazes que por lá passaram que nós demos pontuação, tentamos adivinhar nomes, pedimos em casamento e ainda dissemos "fazia-te um filho de quatro".

Gosto muito de voces : )

Ps. Quando for velhinha vou dizer aos meus netos, foi no meu primeiro sudoeste que fui feliz. Muito feliz, e esquecime do mundo á minha volta :)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Falando de mim ...

Estava aqui a pensar e a reflectir sobre o conteúdo deste post e sobre a primeira parte da minha apresentação sobre a tão esperada entrada na universidade, e na verdade estou dividida.
Estou no curso de Artes Visuais, gosto do curso, e sinceramente em Junho quando acabar, vou sair de lá uma pessoa muito mais culta do que aquela que entrou lá em Setembro de 2008. Confesso com toda a sinceridade, é uma área, que como muitos sabem, muito competitiva, existe em faça de tudo para proteger os seus trabalhos, e á quem faça de tudo para roubar as ideias, ou mesmo para lixar o "amigo". Há dias em que chego a casa, e só me apetece mandar tudo para o c******, mas não, bebo um chá, acalmo-me, durmo sobre o assunto, e no dia seguinte, lá vou eu com um sorriso, como se nada tivesse acontecido.
Fui para esta área com a ideia de seguir fotografia, é algo que eu gosto, mas sinto-me muito burra e inexpriente junto de outros,sendo essa área também 'competitiva', sou capaz de chegar lá e f****-m* á grande, e não é isso que eu quero. Por outro lado, uma das coisas que eu adorava seguir, era sem dúvida Comunicação Social.
Enquanto por aqui andava na internet, fui ver cursos e descobri um curso que se chama "Comunicação Multimedia" que é capaz de juntar as duas áreas que eu gosto, a parte má disto, é que só há na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (ou seja, Vila Real), e é muito longe, e tenho as minhas sérias dúvidas se alguma vez era capaz de me habituar ao clima, ou na Universidade Lusíada, que é privada, e não estamos numa época propriamente fácil, logo está fora de questão eu ter esse tipo de "luxos", por outro lado o plano de estudos deste último não me agrada a 100%.
Também descobri um curso que se chama " Comunicação e Multimedia", no Instituto Politecnico da Guarda , onde o plano de estudos até me agrada, excepto o inglês.
E por fim, o curso de "Educação e Comunicação Multimedia" que há tanto no Instituto Politecnico de Santarém , como no Instituto Politecnico de Beja , gosto de ambos os curso, apesar de estar mais virada para o primeiro. A Tania que está lá a estudar, no 1º ano, já me deu alguma indicações sobre o curso.
Isto tudo, para dizer, que não sei o que fazer no próximo ano, que adorava ir estudar para Lisboa, mas ao que parece, essa cidade maravilhosa não quer nada comigo, e que se alguém estar em alguma destas universidades/cursos ou se conhecer alguém que me possa falar do curso, não me importava nada :D

Entretanto, e falando de outros assuntos, estou a pensar em começar a divulgar alguns dos meus trabalhos, tanto de fotografia, como de trabalhos para a disciplina de Oficina Multimedia B.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Acho muita (pouca) piada, quando as pessoas da minha idade, se metem a falar como a vida delas fosse uma coisa horrível, e todos lhes fizessem mal. Sinceramente, nenhum deles percebe o que foi parte da minha vida.
 Eu não falo da minha vida como se fosse a pior coisa do mundo, porque há de longe, histórias bem piores á minha, vejamos então.

Quando nasci, era tudo a babar-se para mim, porque já se sabia que durante, muito tempo já não ia nascer mais ninguém, até aqui tudo bem. Mas quando vamos a ver, que quando eu nasci, a minha mãe tava com uma (espécie) de depressão, e a minha avó estava a recuperar ainda da morte do meu avô que tinha sido 2 meses antes, até aqui está tudo mais ou menos bem. Mas quando está tudo á espera que eu seja um rapaz, escolhem o nome de Francisco em homenagem ao meu avô e saí uma Matilde ... e que ao fim de tantos anos quando olham para mim, lembram-se do meu avô...
Depois, sempre fui muito mimada por uma tia, que como não tinha filhos, dava montes de prendinhas ás sobrinhas, vida de princesa.
O que não é vida de princesa é na altura em que mais se precisa de uma mãe só a ver mais ou menos 2 horas por dia, durante 3 anos, também não é de princesa, crescer, sabendo que o padrinho de quem gosta muito, tem uma doença grave, que a qualquer momento pode morrer.
Passado 5 anos, está a comemorar os seus anos, chega a casa após uma noite fantástica com as melhores amigas, e ligam-lhe a dizer que o seu padrinho, de que tanto gostava tinha morrido. Alguém sabe qual é a sensação de estar a curtir á grande, enquanto tem uma pessoa de quem gosta muito a sofrer, e acabando por morrer? Eu infelizmente sei, e não aconselho a ninguém a ter essa sensação. A partir desse ano, sempre que comemorar os meus anos, vou-me lembrar disso.
Passados, 10 dias, com a avó internada, recebe uma chamada em casa a dizer que era do hospital, e que a sua avó tinha morrido. Horas depois, recebe outra "afinal foi um erro médico"; 2 dias mais tarde, voltam a ligar do hospital " a sua avó morreu " , enquanto está no velório da avó, volta a receber outra chamada " lamento informar, mas o teu tio morreu" .

Isto aconteceu-me á cerca de 6 meses atrás, vivo diariamente numa luta contra a uma doença da minha mãe, e digo-vos com muita sinceridade que é uma das coisas que mais me custa. Agora vêm-me para cá com conversas disto e daquilo que a "minha vida é uma merda", poupem-me e encarem a vida!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Filho de professor

Encontrei uma nota, no facebook, que talvez seja importante divulga-la, pois eu também "sofro do mesmo mal". Como tal, vou por o autor do texto, e espero que não haja qualquer tipo de problema.
" Desde já quero felicitar os meus colegas por terem a coragem de expor os seus pensamentos e pela capacidade brutal com que os conseguem expor, peço também desculpa por esta nota não conseguir ter tamanha qualidade...

voltando ao tema...

Ser filho de professor é ou não ter super poder?

Desde que sei somar 1 com 1 oiço a célebre expressão (estas ou outras muito idênticas):
"pudera, filho de professor..."  ou "pudera, com uma professora em casa"

Pergunto-me: eu estou no 12º ano com uma média razoável (não interessa qual o seu valor) porque tenho uma mãe que é licenciada em formação cientifica e pedagógica do Ensino Básico - 1º ciclo ou porque me esforço tanto como qualquer outro aluno com notas razoáveis?

é que sinceramente, BASTA!

inventem outra do género:
- "tiveste quanto no teste?" e depois de ouvirem a resposta digam : "pudera, tens um cabelo tão macio..."
Dizerem-me que tive boa nota num teste porque tenho um cabelo macio é mais válido do que me dizerem que tive boa nota porque a minha mãe é professora.

O leitor imagine:
está a falar com alguém sobre o seu excelente percurso académico (obviamente não e o caso)
a meio da conversa diz que é filho de um professor
já estragou tudo,
a pessoa com quem está a falar muda completamente o seu discurso:
o que outrora era: "eia excelente, parabéns! não é qualquer um que consegue!" passa à celebre frase:
"pudera, és filho de professora"
Parece que nós, filhos de professor, possuímos algum tipo de super poder que impede-nos de ser péssimos alunos.

E quando o contrario acontece? Quando a nossa nota é má e nos dizem:
-"O quê? TU tens essa nota? com uma professora em casa como é que isso e possível?..."
como se fosse quase proibido por lei tirar negativas sendo filho de professor...

Se fosse assim todos éramos professores, porque ao sermos professores os filhos de cada um nós
eram todos bons alunos, e isto porque? porque eram filhos de professores...
RIDÍCULO NÃO?

EM SUMA, nós, filhos de professor, não temos qualquer tipo de super poder,
há filhos de professor excelentes alunos e há filhos de professor péssimos alunos
por isso NÃO vão por aí!
se temos boas notas e porque nos esforçamos, se temos más notas é porque não o fazemos.
simples não e?
para quê estar a inventar teorias...

P.S. (não, não é Partido Socialista)
filho de professora implica ver a mãe chegar a casa exausta,
vê-la a fazer a lida da casa e vê-la HORAS à secretaria, a fazer sabem o que?
não e a ajudar o filho a estudar, mas sim a corrigir fichas, testes, a planificar, a avaliar e a
preparar aulas para os filhos das outras pessoas.
como podem imaginar o filho de professor não tem aulas em casa.

Espero com este texto ter esclarecido os mais desentendidos no assunto...


João Rosa"