sábado, 8 de dezembro de 2012

Desde que estou no curso que quero e que gosto, que cada vez penso mais na minha vida, no meu futuro enquanto historiadora da arte. Visto que à partida vou trabalhar e não vou sequer ter direito a reforma.
Nunca fui uma pessoa de grandes notas, mas sempre fui muito ambiciosa. Para mim tudo o que chegasse para passar (no básico o típico 3) era óptimo. E já quando fui para o secundário e vi como estavam as médias do curso que eu pensei durante muitos anos que era aquilo que queria, fiz tudo para atingir essa meta, que diga-se que não era muito alta. Mas com a média da faculdade já não funciona bem assim, visto que é esta a média que vai marcar para sempre a minha vida. Em todos os meus cv's vai lá estar a média da faculdade, e não me vai adietar ser excelente naquilo que faço, se não tenho uma média redondinha.
Uma coisa é certa: quero que a minha casa respire arte e adorava ter uma pequena biblioteca de arte em minha casa, com o necessário para as minhas investigações. Como é óbvio e como rapariga vaidosa que sou, quero ter um meu closet. Quero os meus três filhos e quero viver um conto de fadas com um marido fantástico (ok, sei que vivo um bocado no mundo da Cinderela). Por muito fantasioso que isto seja, era esta a minha vida de sonho. Eu juro que adorava poder trabalhar a partir de um pequeno escritório em casa, onde fazia os meus artigos e investigações. E isso seria a minha vida perfeita, de sonho. Sei que nunca vou poder ter isso cá em Portugal, e cada vez tenho mais a certeza disso.
Tenho reflectido sobre todos esses assuntos, e tenho andado a acompanhar a vida de um amigo meu que foi viver recentemente para França, e confesso que invejo tudo o que ele tem conseguido, e realmente é de notar que ele está muito feliz lá.
Portanto, vou começar a lutar primeiro por uma média redondinha e brilhante, por uns bons estágios ao longo desta licenciatura, e depois vou investir sem dúvida no meu futuro fora de Portugal.

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