quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Penso que já o mencionei aqui algumas vezes, mas adoro o meu curso. Antes estive num curso em que via muitas pessoas que o adoravam e viviam intensamente aquilo, não percebiam como eu não podia gostar se eles viam " a história a nascer da terra" confesso que essa parte de descoberta era algo que até era capaz de me fascinar, e se algum dia tivesse escavado, quem sabe eu até gostasse. Mas o curso não era de todo só a parte prática, e qualquer arqueólogo, precisa de saber a teoria, os métodos de escavação e os mais adequados para determinado local, como fazer, e também identificar os achados para os poder estudar de uma forma correcta. Como são capazes de saber aquele curso não era de todo algo que eu alguma vez tivesse pensado seguir. Apenas o meti como opção porque estava relacionado com aquilo que eu queria e que agora tenho a certeza que adoro e que é isto que quero. História da Arte é o nome do meu curso. E sinceramente, apesar deste ser o semestre que tem menos haver com aquilo que eu gosto e que gostava de seguir, eu estou a adorar o curso. É realmente para quem gosta, e para quem quer mesmo isto. Para quem dá "o litro" no trabalho. Vejo colegas que entraram em primeira opção (e primeira fase) que não se esforçam, que não dão valor ao facto de estarem ali, que não vão ás aulas e que entregam trabalhos sempre atrasados. Eu que infelizmente já passei pelos concursos nacionais umas quantas vezes e que a entrada neste curso não foi um mar de rosas, eu sim, dou valor. Esforço-me ao máximo! Quantas vezes me apetece ficar na cama a dormir mais um bocado? Ou ficar no café, ou com os meus amigos? Ir aqui e ali, ir sair à noite e aproveitar ao máximo aquele que dizem ser os melhores anos das nossas vidas? Muitas. Muitas vezes apetece-me, especialmente quando já ando à semanas a bater com a cabeça nas paredes porque tenho dificuldades em encontrar informação para os trabalhos, ou porque nunca mais vejo o fim. Mas depois penso no esforço que os meus pais fazem, no quanto eu gosto disto, e do que será o meu futuro se no fundo não conseguir uma boa média. E é nessas alturas que me encho novamente de força e que luto, luto mais e mais até conseguir acabar o trabalho de forma a estar perfeito aos meus olhos. Se tiver que passar noites sem dormir, passo. Se tiver que prescindir da minha vida social, prescindo. Se tiver que passar a minha vida no google translate ou em dicionários a traduzir tudo e mais alguma coisa de italiano, francês ou inglês, passo! Porque tenho a certeza que isso só fará de mim uma boa profissional e afinal de contas, estou na capital é para estudar e não para andar na "brincadeira".  E em relação à minha vida social, os que são realmente meus amigos, entendem o esforço que faço e o quanto eu quero isto. Sabem que apesar de todo o trabalho que tenho, a porta da minha casa está sempre aberta para receber toda a gente, e que tal como um senhor disse uma vez no autocarro "os teus amigos de hoje, com muitas dificuldades estarão ao teu lado daqui a 10 anos".

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