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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Está quase a chegar o dia de eu começar a fazer as minhas mudanças para a casa nova. Tal como é de esperar, há muita ansiedade e algum receio. Por um lado acho sem dúvida alguma que vai ser bom, muito bom. Vou viver com uma pessoa que conheço, que me dou bem com ela, e que me pode ajudar com algumas dúvidas da faculdade. Vão-se acabar pequenos arrufos da outra casa e alguma arrogância e ar de superioridade que eu vivia na outra casa.
Mas como é óbvio à sempre aquele receio. A casa onde eu vivia era boa, muito boa. Praticamente mais de metade dos dias da semana tinha a casa só para mim, tinha dois autocarros que paravam literalmente à porta de casa, um supermercado do lado oposto da rua, demorava cerca de 20 minutos até à faculdade. Os únicos senãos era o ficar um bocado longe de tudo (excepto da faculdade). E tal como já tinha referido várias vezes o facto de a casa ser da pessoa com quem eu vivia, e essa fazer o que queria da casa. Onde eu não mandava nada, e poder de opinião igual a menos 0.
Nesta casa e para já tenho medo da adaptação, tenho medo que seja parecida à primeira casa onde eu vivi. E o meu maior medo é mesmo esse. Posso ser muito desarrumada e posso adorar festa. Mas quando se vive com outras pessoas à um facto importante: o facto respeito. Infelizmente o meu quarto fica sempre ao lado da cozinha e tenho que levar com mais de 70% do barulho, desta vez e mais uma vez, o meu quarto fica ao lado da cozinha... mas vamos lá ver.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Vocês sabem quando são muito sociais, conhecem metade da vossa cidade e sabem de tudo. Depois mudam de escola e a vossa rotina é cada vez mais casa-escola-casa até que chega a um ponto que não passa disso. Depois vão para a universidade, e quando cá vêm e saem olham à vossa volta e pensam "mas quem é esta gente?" em relação aos mais novos e "Olha a x ao tempo que não a via... ela tá a estudar onde?" e é assim!
Cada vez mais as minhas vindas aos algarve são mais isto "Então que tens feito na vida? Estás a estudar?"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Quanto a estas coisa da escola, eu vou-vos confessar. Nunca fui grande aluna.
Nunca fui daquelas que chorei por não ter um muito bom e por ai.
Nem nunca tive o prazer de ver um 5 na pauta. Para mim o 3 que chegava. Eu queria era o suficiente para passar e isso bastava. E mais, muito bons em testes e por ai acho que só tive um ou dois. Quanto aos 4's no final do período  era uma meta que eu tinha sempre de atingir: ter pelo menos um 4! Se eu não o tivesse não estava satisfeita. Por acaso sempre tive, mais que um até, mas se não tivesse também não morria por isso.

Como vêm o meu percurso escolar pelo menos até ao 9º ano sempre foi muito "deixa andar" com uma nega ali, outra aqui e pronto, foi-se tudo fazendo "na boa" até ao 9º ano que tive o infeliz prazer de ver lá o "não reprovado" entretanto fiz aqueles exames de equivalência à frequência no 9º ano, com a matéria toda e lá me consegui safar.

Entrei no 10º numa área que eu gostava mas que pronto, o que eu queria mesmo era línguas e humanidades, mas isso implicava eu ficar na escola onde estava antes, e a minha mãe era explicitamente contra isso. Ir para Ciências e Tecnologias era uma coisa que eu metia totalmente de parte, porque o meu pé de Aquiles era as Ciências Naturais e a Física e a Química  No entanto sempre tive um especial prazer pelas artes manuais, apesar de pouco ou nada saber desenhar, mas aventurei-me à mesma em Artes Visuais. Com mais ou menos dificuldade, consegui acabar o 12º ano com uma média de 14 valores. E aí já não tinha tanto a ideia de "desde que passe", a minha ideia era simples "não quero ficar cá mais um ano" e já só pensava na faculdade. Fiz um esforço e entrei, não no que queria, mas entrei. Esperei um ano e aqui estou eu no curso que queria.
Tenho amigos, amigas e colegas que me dizem "tu estudas tanto, não devias bla bla bla" aquelas coisas normais e na verdade o estudo em si  eu pouco o faço. Tenho é frequentemente trabalhos que me mandam para a biblioteca ou para casa, mas até consigo conciliar bem isso com a minha vida social.

Agora aquilo que é não tava à espera é que o primeiro semestre que tivesse corrido tão bem! :D

(não estranhem o facto de aparecer ali 7 cadeiras. Algumas pedi creditação do ano passado)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Entrei em 2012 depois de uma grande corrida, apanhei uma bezana e diverti-me bastante. Entrei bem, contente. E esse deve ter sido o meu estado em muitas noites de saídas locas com os meus. Tive saudades dos mil trabalhos que tinha antes e de queimar pestanas com aquilo que eu gostava mesmo muito. Pensei ter um grande amor, e sofri por ele. No fim descobri que na verdade ele não o era. Cometi loucas e "comi" dois rapazes sem os conhecer, mas não me arrependo. Cometi ainda uma loucura maior e tive alguns meses com uma pessoa, até ao dia em que fomos descobertos e acabou. Tive saudades do mar, e fui à praia no Inverno. Mas também exprimentei e fiz praia em Lisboa, e nem desgostei. Tive doente, como já não estava à algum tempo. E ainda foi o ano em que fui praxada, trajei, praxei e voltei a ser praxada. Ganhei duas madrinhas, dois padrinhos e ainda uma afilhada. Mudei de curso. Mas também chorei muito e quase entrei em depressão. Foi também o ano que cheguei à conclusão que é muito difícil viver com pessoas que não as conhecemos. Voltei ao meu festival de eleição. Revi amigos ou "amigos" e conheci outras pessoas. Fui ao urban e tive muitas saudades dos meus amigos de Lisboa, e da turma excelente que eles faziam. Tive saudades das conversas porcas e de me rir muito. Foi ainda o ano em que tirei a carta, e que mal conduzi. Fiz duas jantaradas em casa. E fui aos santos populares em Lisboa. Ganhei uma "mana". 

Foi um ano com muitas supresas, e sem duvida melhor do que 2011. Não são todos os anos que posso dizer isto, mas este eu repetia de boa vontade.

É ainda de referir que por estranho que pareça aos 17 minutos de 2013 recebi uma chamada de bom ano que nunca pensei receber. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Penso que já o mencionei aqui algumas vezes, mas adoro o meu curso. Antes estive num curso em que via muitas pessoas que o adoravam e viviam intensamente aquilo, não percebiam como eu não podia gostar se eles viam " a história a nascer da terra" confesso que essa parte de descoberta era algo que até era capaz de me fascinar, e se algum dia tivesse escavado, quem sabe eu até gostasse. Mas o curso não era de todo só a parte prática, e qualquer arqueólogo, precisa de saber a teoria, os métodos de escavação e os mais adequados para determinado local, como fazer, e também identificar os achados para os poder estudar de uma forma correcta. Como são capazes de saber aquele curso não era de todo algo que eu alguma vez tivesse pensado seguir. Apenas o meti como opção porque estava relacionado com aquilo que eu queria e que agora tenho a certeza que adoro e que é isto que quero. História da Arte é o nome do meu curso. E sinceramente, apesar deste ser o semestre que tem menos haver com aquilo que eu gosto e que gostava de seguir, eu estou a adorar o curso. É realmente para quem gosta, e para quem quer mesmo isto. Para quem dá "o litro" no trabalho. Vejo colegas que entraram em primeira opção (e primeira fase) que não se esforçam, que não dão valor ao facto de estarem ali, que não vão ás aulas e que entregam trabalhos sempre atrasados. Eu que infelizmente já passei pelos concursos nacionais umas quantas vezes e que a entrada neste curso não foi um mar de rosas, eu sim, dou valor. Esforço-me ao máximo! Quantas vezes me apetece ficar na cama a dormir mais um bocado? Ou ficar no café, ou com os meus amigos? Ir aqui e ali, ir sair à noite e aproveitar ao máximo aquele que dizem ser os melhores anos das nossas vidas? Muitas. Muitas vezes apetece-me, especialmente quando já ando à semanas a bater com a cabeça nas paredes porque tenho dificuldades em encontrar informação para os trabalhos, ou porque nunca mais vejo o fim. Mas depois penso no esforço que os meus pais fazem, no quanto eu gosto disto, e do que será o meu futuro se no fundo não conseguir uma boa média. E é nessas alturas que me encho novamente de força e que luto, luto mais e mais até conseguir acabar o trabalho de forma a estar perfeito aos meus olhos. Se tiver que passar noites sem dormir, passo. Se tiver que prescindir da minha vida social, prescindo. Se tiver que passar a minha vida no google translate ou em dicionários a traduzir tudo e mais alguma coisa de italiano, francês ou inglês, passo! Porque tenho a certeza que isso só fará de mim uma boa profissional e afinal de contas, estou na capital é para estudar e não para andar na "brincadeira".  E em relação à minha vida social, os que são realmente meus amigos, entendem o esforço que faço e o quanto eu quero isto. Sabem que apesar de todo o trabalho que tenho, a porta da minha casa está sempre aberta para receber toda a gente, e que tal como um senhor disse uma vez no autocarro "os teus amigos de hoje, com muitas dificuldades estarão ao teu lado daqui a 10 anos".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eu tenho sempre a sensação de que tudo o que não depende de mim, está sempre controlado. As minhas relações com as outras pessoas, as combinações etc etc. Mas na verdade nunca está. Há sempre qualquer coisa que modifica as coisas, um pequeno atraso, uma conversa, a refeição que demorou mais...
E eis que eu continuo a pensar que vou viver um conto de fadas, e vou-me casar numa igreja linda (apesar de, secalhar, a ideia de casar nem fazer muito parte dos meus planos) e o mais "engraçado" de tudo era eu continuar a fazer esses planos com a pessoa X e nem falar com ela, ou falar coisas mínimas. Mas estava a achar piada. Até ao momento em que a pessoa vem falar comigo e que quer combinar coisas comigo.
Deixou de estar tudo controlado. Deixei de saber o que penso, o que sinto, o que quero e pior, vivo a pensar "será que é hoje que vamos voltar a estar juntos?", "mas por que raio se lembrou de mim naquele dia?", "e porque será que quis estar comigo?".

Infelizmente acho que vou continuar com mil perguntas durante mais uns dias, depois continuo nos meus planos fantásticos, depois volta tudo e assim sucessivamente.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A faculdade cada vez mais está a dar cabo de mim! Mas sinceramente apesar de me levantar todos os dias antes das 7 horas, sair de casa antes das 8 horas e chegar a casa todos os dias cansadissima estou a adorar o meu curso. Ainda não vi grandes resultados, porque também não houve ainda avaliações, mas por algumas conversas que surgiram com professores, estou a gostar de ver que eles acham interessantes certos projectos que estou a desenvolver! O que me faz estar cada vez mais entusiasmada nisto!
No fim de semana passado já que ia ter no Domingo uma boleia para Lisboa e que esta semana ia ser relativamente soft a nível de trabalhos, aproveitei para ir passar uns dias a casa dos meus pais no Algarve.
Como uns dias antes tinha recebido uns dinheirinhos de um pequeno trabalho que fiz, aproveitei para ir às compras com as minhas amigas, que bem que estavamos a precisar de um momento assim. Comprei mil coisas liiindas e que me acentam na perfeição! Agora só me resta arranjar um cinto e uma mala preta, que são as coisas que neste momento preciso mesmo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Parece que o Outono chegou sem qualquer atraso. O mais chato é que com ele vem seeeeempre a minha constipação e os meus "ai é desta que morro constipada" esperemos. que isto passe rápido. Porque nem eu, nem os meus amigos me aguentam mais com tantos dramas e lenços de papel.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Depois de uma expriencia muito gira no FNO ontem à noite, hoje foi um dia em cheio com a melhor amiga que está cá em Lisboa a passar uns dias. Começou bem cedo, e lá andamos nós a correr lojas e centros comerciais em Lisboa. Deu para falar, desabafar, rir muito e aparvalhar! Há muito tempo que não passavamos um momento juntas, e tão bom :)

sábado, 8 de setembro de 2012

E eis que começo a sentir um dos efeitos da crise (e isto hoje não veio a proposito do Passos Coelho)...
Segunda-feira à noite tenho uma festa, em que temos que ir bem vestidos. As meninas certamente que vão todas comprar este ou aquele vestido liiiindo e fantástico para a ocasião, com os sapatos de salto todos elegantes e uns acessórios de meter inveja que vão fazer com que o look no geral seja fantástico! E eu?
Bem, eu vou ter que ir ao meu roupeiro escolher algo que me acente bem, algo que já usei várias vezes e que até já tou um bocado farta de me ver com isso, quanto aos sapatos? Os do costume, visto que cá não tenho sapatos de salto e os restantes que tenho cá não são adequados para altura do ano e os acessórios de sempre.
Mas tenho que fazer escolhas, ou estou cá em Lisboa e fico licenciada com um esforço muito grande da parte dos meus pais, ou então sou rencambiada para casa dos meus pais, e vou trabalhar que bem lhes fazia falta algum dinheirinho.

C'est la vie!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

E só porque daqui a um ano já entro na casa dos 20, e até me identifico bastante com este texto que parece que nestes dias "explodiu" no mundo virtual.

" Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.


Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!


Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tal como já referi aqui inúmeras vezes a minha vida não é um mar de rosas, e sempre que eu acho que as coisas se tão a compor, e que é desta que se vai endireitar, tudo desaba novamente quer seja por culpa minha ou não.
O pior é que mesmo assim eu não aprendo, sou influenciável e mostro-me forte. Coisa que não sou nem de perto nem de longe. 
E é assim que a minha vida vai andando. A semana passada foi de loucos porque fiz anos e foi planear tudo. Esta é de loucos porque na noite dos meus anos (mais uma vez) caiu-me o mundo aos pés. E aqui ando eu nisto. Para trás e prá frente. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Balanço do 1º ano na faculdade - faculdade, colegas e vida academica

Depois de tudo aquilo que se costuma dizer que na faculdade os professores são lixados, os colegas competitivos e por aí, eu estava à espera de sei lá. Chegar lá e ninguém me falar e que fossem todos um rato de biblioteca.
Bem na verdade fui surpreendida Lembro-me do meu primeiro dia. Cheguei lá, e ao inicio não falei com ninguém, depois foram metendo conversa comigo se era da 2ª fase e que expectativas tinha. Estava super envergonhada. Entretanto o professor chegou e eu quase tremi. Ele olha para mim, e mais duas colegas também da 2º fase e mete conversa connosco. Literalmente "tu cá, tu lá", fiquei surpreendida. Aos poucos e nesse mesmo dia, conheci mais gente. Pessoas do primeiro ano e do segundo ano que foram todos muito simpáticos. Os dias foram passando, fomos falando mais um pouco, e percebi que a turma e o curso em geral se davam todos muito bem.
Eis que chega a noite das bruxas, que coincide com o jantar de anos de um colega. Fomos jantar e sair, e eu e mais três colegas acabamos por ir fazer a festa para casa de um outro colega. Momento esse que me marcou. Nunca pensei que recém chegada a Lisboa, ainda com poucos contactos e por ai fosse me meter nessa aventura! Mas acabou por correr tudo bem, e isso no fundo só serviu para enriquecer os laços. Conhecemos-nos melhor. Surgiram mais saídas à noite, e fui sendo convidada. Sempre que podia , ia. Surgiu um convite de um fim-de-semana no alentejo e eu fui. E com isto fui criando grandes amigos.
Amigos esses que se juntam todos na faculdade para aparvalhar, amigos esses que sabem ver quando estamos bem ou mal, amigos esses que não têm medo de brincar e arriscar.
Foi com esses amigos que passei o melhor ano da minha vida, e me fizeram sentir em casa estando longe de casa e da minha familia. Senti que tinha amigos verdadeiros e que posso contar com eles para tudo. Amigos esses que fui surpreendendo com algumas revelações e até um pequeno gesto que vai marcar para seeeeempre a nossa amizade.

A essas pessoas tenho que agradecer do fundo do coração. Por saberem guardar um segredo quando vos peço. Por me ajudarem. Por estarem lá. E por todos os momentos fantasticos que ja me proporcionaram.
E ao fim de quase 19 anos de vida, sinto que finalmente estou no sitio em que todos gostam de mim e me acarinham.
Estão todos cá no meu coração, mas tenho que seguir o que é melhor para mim e para o meu futuro.

domingo, 24 de junho de 2012

Balanço do 1º ano da faculdade - Começo e alojamento

À cerca de um ano atrás eu postava aqui as minhas expectativas para a etapa que viria a ser a mais importante na minha vida e que por mais esperava, a faculdade. E hoje ao fim de tantos meses venho aqui fazer o meu balanço do primeiro ano na faculdade, do meu primeiro ano a viver "sozinha".
Como algumas sabem, eu comecei por entrar na 1ª fase de candidaturas, no entanto e apesar de gostar muito do curso onde entrei acabei por não ir fazer a matricula. Achei que não valeria apena, pois achei que esse curso (enquanto licenciatura) não teria futuro, quis algo que abrangesse mais as áreas de que gosto (artes) e portanto candidatei-me a história da arte ( que também já tinha sido uma das minhas opções na 1ªfase) na 1ª candidatura da 2ªfase que fiz inicialmente optei por pôr três opções em história da arte, e mais tarde como achei que uma delas era muito longe decidi mudar para outra coisa, também ligada à história mas em Lisboa. Era a minha 4ª opção. E ironia das ironias, não entrei na minha 1ªopção por causa de uma pessoa que até tinha a média de secundário mais baixa que eu, mas a de exame mais alta. E acabei por entrar na opção que alterei "à ultima da hora".
Quando vi o resultado, foi na internet no telemóvel em casa de uma amiga, e sinceramente passou-me mil coisas pela cabeça. Não era o curso que tinha pensado, nem na faculdade que eu queria. No entanto, não podia negar mais uma vez o curso que tinha entrado, e corria o risco de na 3ª fase ficar a ver navios. Enchi-me de coragem, e no dia seguinte fiz as malas para a aventura que viria a ver a mais louca da minha vida e meti-me no comboio. Nesse mesmo dia.
Tudo começou com a matricula uma autentica aventura, um calor infernal e uma "montanha" de pessoas. Mas ao fim de cerca de 4 horas lá consegui "despachar" aquilo, fui comer qualquer coisa e comecei a liguei ao único contacto de quarto que tinha apontado. Era na Alameda. E eu pouco ou nada conhecia, então mesmo à old school, fui comprar um mapa de Lisboa para me orientar melhor e descobrir onde era a tal casa. Nessa tal casa que "descobri" tenho a dizer que na internet tinha umas fotos bem bonitas, o quarto parecia espaçoso e com bastante arrumação e com um preço acessível " a partir de 200€/mês com despesas incluidas (net, agua, gas, luz) ". Era um terceiro andar, num prédio antigo com escadas de madeira que a cada degrau que se subia rangiam. Numa casa com cerca de 7 quartos, sem sala, e uma pequena cozinha sem mesa de refeiçoes e no quarto a secretaria estava dentro do roupeiro para ocupar menos espaço. Desisti dessa casa. Comprei um jornal e fui à procura de anuncios. Ou não eram interessantes, ou já estavam ocupados, ou não valeriam a pena o esforço ou ainda (o unico que visitei) era numa casa com um homem na casa dos 30 anos que se encontrava com uma senhora no quarto e ele estava a fazer o jantar para ambos lol desisti.

Fui para casa de um familiar, fui para a internet e descobri dois quartos. E marquei visita com ambos. Um numa casa de dois estudantes e outro na casa com a proprietária que estaria na casa dos 20 e tais. Acabei por visitar a primeira casa e ficar com ela. Achei que tinha algumas coisas estranhas, mas tinha mesmo de arranjar casa naquele dia, e tinha sido a melhor até ao momento. Fiz as mudanças para lá. E lá fiquei até um mês e meio depois.
Naquela casa houve de tudo o que era estranho ... Pilhas e pilhas de loiça para lavar, "assaltos" à minha roupa interior que estava na corda, conversas estranhas que eu ouvia vinda dos outros quartos, jantares estranhos e por aí. Achei que era demais e fui procurar outra casa que encontrei após algum esforço. Era com mais uma rapariga também caloira. E vim viver com ela. O balanço deste convívio de cerca de 7 meses nem é negativo, mas sim mediano. Com ela tive alguma "aventuras" cá em casa e em pouco tempo falei muito mais com ela do que com os meus antigos companheiros de casa. No entanto algumas atitudes dela e situações que aqui se passam, deixam um pouco a desejar e o meu desejo de mudar de casa. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Depois de tudo o que eu disse aqui voltei a surpreender-me.
Se na outra vez foi contra aos meus princípios, desta foi muito mais. E não sei o que fazer. Estão amizades, grandes amizades, postas em jogo, e muitas outras coisas.
Foi uma vez, duas e agora três. Mas apesar de tudo eu estou a gostar, e cada vez mais...
Estou metida em sarilhos!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Estar de volta a Lisboa, é sinónimo de algumas coisas más... Mas também de muitas coisas boas. E uma delas, é as saudades que eu já tinha dos meus queridos colegas e amigos da faculdade, que mesmo que eu esteja de mau humor, conseguem-me por logo a rir.
E para (não) variar, foi isso que aconteceu logo de manhã, mal lá cheguei.

Acreditem que vou ter muitas saudades vossas, quando mudar de curso.

sábado, 10 de março de 2012

Todas as coisas acontecem por um motivo, seja ele bom ou mau.
Eu durante muito tempo lutei por ti, pela nossa amizade e valeu a pena. Chegamos ao que somos, conseguimos crescer muito juntas, e passamos pelos melhores e piores momentos juntas. Fui feliz ao teu lado, mas também fui muito triste. Sempre me fizeste sofrer muito com o medo de te perder. Tens aquela forma de ser que te entregas a 100% ás pessoas, não fazes com que elas mereçam a tua amizade. Entregas-te e pronto. E isso ao contrário do que possas pensar nem sempre é bom. É assim que há grandes desilusões (mas também grandes surpresas).
Tu sempre tiveste muito medo do que podia vir de mim depois das minhas mudanças. As mudanças que eu faço quando quero investir no meu futuro. A mudança do 10º ano, que disseste que nada ia mudar... mas mudou. E a mudança para a faculdade... todos os " eu vou-vos perder " e isto e aquilo.
Tinhas medo, mas parte do teu porto seguro, o teu maior porto seguro (e se calhar o teu único porto seguro) continua ao teu lado. Eu vim a descobrir que disseste que nos estavas a perder, que ias acabar sozinha isto e aquilo, que já não há planos a contar contigo. Mas tu sabes tão bem quanto eu que nada disso é verdade. Apenas dizes isso porque te estou a tirar o teu porto seguro do teu lado, mas apenas fisicamente. Porque ele está sempre, sempre, mas sempre ao teu lado! Ele vive para ti, assim como tu vives para ele. E apesar de eu não querer ver, eu sei que vocês são um só!
Falas de te por-mos "de parte" mas não é isso que acontece, e se for-mos a ver, é o que tu também me fazes nas poucas vezes que dá para estar-mos juntas...

Eu gosto muito de ti, mas não vou voltar a dar o braço a torcer. Não vou ser eu que mais uma vez vou falar contigo.
Lamento ♥

domingo, 4 de março de 2012

Ao fim de uma semana sem escrever nada aqui no blog, posso dizer que já estou melhor. Já cumpri a minha primeira obrigação enquanto maior de idade, e enquanto adolescente dos dias de hoje. Fui ao dia da defesa nacional, regressei a Lisboa e meti a conversa em dia com pessoas com que não falava à anos ou meses!
Fui praxada (pela primeira vez) e fui baptizada! :)
Adorei a experiência, e recomendo a todos! Não me humilhei com nada do que foi feito, e caso eu não estivesse já integrada ia ser uma forma fantástica de me integrar.
Também andei a passear por Lisboa à noite com uma capa (do traje) e com duas pessoas trajadas, e é nestas alturas em que se percebe a figura (de parva) que algumas raparigas fazem quando vêem trajados! Ou a de alguns rapazes quando vêem uma rapariga enrolada numa capa de traje ( e que por sinal, apesar de por causa das meias parecer que estava trajada, quando se olhava para os pés - ténis brancos - percebia-se que não estava). Mas enfim, apesar de tudo isso só me deu vontade de me esforçar mais e mais para trajar! :D

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Como alguém me disse ... " Convence-te que são iguais! Só muda a margem ..."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Parece que cada vez estou-me a habituar mais à bela esplanada da minha faculdade. No primeiro semestre, quase que se contam pelos dedos as vezes que por lá passei, mas parece que agora passo lá a vida. É sair das aulas e ficar a "esplanar" até me apetecer... ou até começar a ficar frio.
Outra coisa que gosto, e acho interessante, é encontrar pessoas conhecidas no metro... Parece que quando começo o dia a encontrar alguém, encontro logo mais pessoas conhecidas. E hoje foi o caso... :)

E mais um facto curioso... ando numa de cozinhar, lavar a loiça e arrumar as coisas por vontade própria. Algo de estranho, muito estranho, se passa comigo.