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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

E eis que acontece o seguinte: voces entram num curso acabam por perceber que não gostam e não se identificam com tal, mas ficam lá até ao fim desse ano e depois fazem os possiveis para mudar de curso (ainda que dentro da mesmo faculdade) têm esperança, muita esperança e acreditam piamente que isso é possível. Até que chega o resultado das candidaturas, e o mundo caí-vos aos pés "não colocada" em nenhum dos cursos que me candidatei. Não quis acreditar, chorei, berrei, deprimi, até que decidi que o melhor era ir dormir e acalmar-me que amanhã seria um novo dia. Acordei com uma mensagem que não esperava (mas isso será para outro dia, e é incrivel como mesmo numa cidade tão grande as pessoas são desmascaradas!) e comecei a pensar na minha vida. Mais um dia resumido a choros, e a pensar que não quero abandonar esta cidade pela qual estou fiquei e estou apaixonada... Mas tenho que pensar na minha vida, e no que é melhor para mim! Mesmo que passe não ficar a estudar um ano :(

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tal como já referi aqui inúmeras vezes a minha vida não é um mar de rosas, e sempre que eu acho que as coisas se tão a compor, e que é desta que se vai endireitar, tudo desaba novamente quer seja por culpa minha ou não.
O pior é que mesmo assim eu não aprendo, sou influenciável e mostro-me forte. Coisa que não sou nem de perto nem de longe. 
E é assim que a minha vida vai andando. A semana passada foi de loucos porque fiz anos e foi planear tudo. Esta é de loucos porque na noite dos meus anos (mais uma vez) caiu-me o mundo aos pés. E aqui ando eu nisto. Para trás e prá frente. 

domingo, 24 de junho de 2012

Balanço do 1º ano da faculdade - Começo e alojamento

À cerca de um ano atrás eu postava aqui as minhas expectativas para a etapa que viria a ser a mais importante na minha vida e que por mais esperava, a faculdade. E hoje ao fim de tantos meses venho aqui fazer o meu balanço do primeiro ano na faculdade, do meu primeiro ano a viver "sozinha".
Como algumas sabem, eu comecei por entrar na 1ª fase de candidaturas, no entanto e apesar de gostar muito do curso onde entrei acabei por não ir fazer a matricula. Achei que não valeria apena, pois achei que esse curso (enquanto licenciatura) não teria futuro, quis algo que abrangesse mais as áreas de que gosto (artes) e portanto candidatei-me a história da arte ( que também já tinha sido uma das minhas opções na 1ªfase) na 1ª candidatura da 2ªfase que fiz inicialmente optei por pôr três opções em história da arte, e mais tarde como achei que uma delas era muito longe decidi mudar para outra coisa, também ligada à história mas em Lisboa. Era a minha 4ª opção. E ironia das ironias, não entrei na minha 1ªopção por causa de uma pessoa que até tinha a média de secundário mais baixa que eu, mas a de exame mais alta. E acabei por entrar na opção que alterei "à ultima da hora".
Quando vi o resultado, foi na internet no telemóvel em casa de uma amiga, e sinceramente passou-me mil coisas pela cabeça. Não era o curso que tinha pensado, nem na faculdade que eu queria. No entanto, não podia negar mais uma vez o curso que tinha entrado, e corria o risco de na 3ª fase ficar a ver navios. Enchi-me de coragem, e no dia seguinte fiz as malas para a aventura que viria a ver a mais louca da minha vida e meti-me no comboio. Nesse mesmo dia.
Tudo começou com a matricula uma autentica aventura, um calor infernal e uma "montanha" de pessoas. Mas ao fim de cerca de 4 horas lá consegui "despachar" aquilo, fui comer qualquer coisa e comecei a liguei ao único contacto de quarto que tinha apontado. Era na Alameda. E eu pouco ou nada conhecia, então mesmo à old school, fui comprar um mapa de Lisboa para me orientar melhor e descobrir onde era a tal casa. Nessa tal casa que "descobri" tenho a dizer que na internet tinha umas fotos bem bonitas, o quarto parecia espaçoso e com bastante arrumação e com um preço acessível " a partir de 200€/mês com despesas incluidas (net, agua, gas, luz) ". Era um terceiro andar, num prédio antigo com escadas de madeira que a cada degrau que se subia rangiam. Numa casa com cerca de 7 quartos, sem sala, e uma pequena cozinha sem mesa de refeiçoes e no quarto a secretaria estava dentro do roupeiro para ocupar menos espaço. Desisti dessa casa. Comprei um jornal e fui à procura de anuncios. Ou não eram interessantes, ou já estavam ocupados, ou não valeriam a pena o esforço ou ainda (o unico que visitei) era numa casa com um homem na casa dos 30 anos que se encontrava com uma senhora no quarto e ele estava a fazer o jantar para ambos lol desisti.

Fui para casa de um familiar, fui para a internet e descobri dois quartos. E marquei visita com ambos. Um numa casa de dois estudantes e outro na casa com a proprietária que estaria na casa dos 20 e tais. Acabei por visitar a primeira casa e ficar com ela. Achei que tinha algumas coisas estranhas, mas tinha mesmo de arranjar casa naquele dia, e tinha sido a melhor até ao momento. Fiz as mudanças para lá. E lá fiquei até um mês e meio depois.
Naquela casa houve de tudo o que era estranho ... Pilhas e pilhas de loiça para lavar, "assaltos" à minha roupa interior que estava na corda, conversas estranhas que eu ouvia vinda dos outros quartos, jantares estranhos e por aí. Achei que era demais e fui procurar outra casa que encontrei após algum esforço. Era com mais uma rapariga também caloira. E vim viver com ela. O balanço deste convívio de cerca de 7 meses nem é negativo, mas sim mediano. Com ela tive alguma "aventuras" cá em casa e em pouco tempo falei muito mais com ela do que com os meus antigos companheiros de casa. No entanto algumas atitudes dela e situações que aqui se passam, deixam um pouco a desejar e o meu desejo de mudar de casa. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Depois de tudo o que eu disse aqui voltei a surpreender-me.
Se na outra vez foi contra aos meus princípios, desta foi muito mais. E não sei o que fazer. Estão amizades, grandes amizades, postas em jogo, e muitas outras coisas.
Foi uma vez, duas e agora três. Mas apesar de tudo eu estou a gostar, e cada vez mais...
Estou metida em sarilhos!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Apesar de estar doente, e ter vindo de "urgência" para o Algarve por não estar em condições de estar sozinha em casa, em Lisboa. Já tenho a minha querida máquina fotográfica de volta, e hoje com este dia solarengo e com este calorzinho tudo o que me apetecia era pegar na minha máquina e ir dar um passeio até à praia! Passeio este que tenho vontade de o fazer desde Dezembro... Cheira-me que ainda não vai ser nestes dias que o vou concretizar. Será na Pascoa?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ao fim de quase dez dias decidi ir falar contigo. Quis saber se já estavas "melhor" desse teu amuo. Amuaste apenas porque disse a verdade. Que eu não tinha qualquer obrigação de te contar tudo sobre a minha vida (porque tu também não me contas sobre a tua vida e possivelmente escondes muitas coisas!). Não gostaste de ler, o que leste, sem eu te dizer nada de mais. E ontem falaste-me da forma mais arrogante possível.
Ficas agora a saber que eu não sou menina de andar atrás de ninguem. Queres estar chateado, está! Queres fazer birrinha, faz! Mas quando te passar e quiseres vir falar comigo, nessa altura já (pode ser/)é tarde! Porque agora, quem também está chateada sou eu! Com muitos mais motivos que tu (sim, porque eu não me esqueço do que se passou na festa do ISCTE).

(e se queres saber se tenho saudades tuas... sim tenho! de estar abraçada a ti, dos teus beijos, das tuas brincadeiras, dos nossos gozos, de dormir agarrada a ti, etc... mas possivelmente é a ultima vez que me ouves/lês a dizer isto)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ontem decidi que vou passar uns dias a casa. Estar cá faz-me pensar me coisas que não quero, e acabo por não estudar. E lá, tenho que conseguir!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E este 2012 começou por me trazer saudades de algumas coisas. Saudades de coisas que à muito, muito tempo não sentia saudades.
Trouxe-me as saudades de ter as mãos sujas de tinta, de ter o quarto todo desarrumado com mil folhas A3 e mesas de luz improvisadas. Também me trouxe as saudades de queimar pestanas com o photoshop e o corel draw, e do pior de tudo... daquilo que não me perdo-o à tanto tempo não lhe dar atenção... trouxe-me saudades de passear com a minha máquina fotográfica :(

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O regresso ..

Pois é meninas, parece que voltei. Tive mesmo que tirar estes pequenos dias, para poder recompor-me. Faleceu um familiar, e apesar de estar doente á algum tempo, foi repentino.
Na segunda-feira á noite, depois de eu  receber a noticia, fiquei durante algum tempo online no msn, e ele veio falar comigo :) tivemos a falar, ele disse que eu andava estranha, na terça voltamos a falar... e gostei de falar com ele. Percebi que ele achava o mesmo que eu, e que nos estavamos a afastar, e a deixar de falar e que não é isso que ambos queremos. Infelizmente, depois dessa conversa, nunca mais nos falamos :s

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vou-me ausentar do blog durante um dia ou dois, por motivos familiares.

sábado, 10 de setembro de 2011

Quem me conhece sabe que eu não mostro muito as minhas emoções. O quanto sou reservada. Que raramente me entrego muito ás pessoas logo ao inicio, mas quando me entrego, entrego-me a sério.
Entreguei-me a sério a ti, á um mês e quatro dias. Foste diferente, mostraste-me que por ti e contigo valia apena cometer-mos mil loucuras. Fomos felizes. Mas mais uma vez, acabei por ficar mal.
No outro dia abri o coração para ti, disse o que me ia lá dentro. Senti-me mais aliviada. Maaas.... Apesar de seres diferente de todos os outros, és igual a eles.

(tenho saudades de estar contigo, como os da imagem. "chega-te para mim gorda" ♥)

sábado, 3 de setembro de 2011


Só porque andamos as duas deprimidas. Os nossos "mais que tudo" não nos ligam nenhuma, as coisas entre nós e eles mudaram muito. O teu de volta e meia faz trabalho de barmen (muitas meninas a se babarem por ele) e o meu anda pelo Avante (-.-) e em noches locas. Nós ficamos pela tua casa a ouvir musica, e a matar os pulmões. Mas contudo, chegamos á conclusão que deprimir juntas vale a pena : ) só dizemos porcaria e rimos muito. Afinal, é para isto que servem as grandes amizades

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Faz dois dias que não falas comigo :'( mas eu tenho o meu orgulho e também não vou dar o primeiro passo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Apetece-me mandar isto tudo á m**** e ir para Lisboa ter com ele :'/

3 semaninhas *.* quando for para comemorar o 1º mês tenho como prenda um par de cornos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Há uma semana e dois dias que não estou contigo ... Tem sido doloroso todo este tempo, mas tenho que aguentar mais uma semana, pelo menos : (

sábado, 20 de agosto de 2011

Por mim ia já a correr ter contigo ♥

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


Há cerca de um mês eu dirigia-me aqui para desabafar, para dizer as saudades que tinha dele, e tudo aquilo que lhe queria dizer e não podia, ou não tinha coragem. O quanto as coisas eram complicadas.
Fui para o Sudoeste ainda triste e com vontade de estar com ele. Mas, vim de lá uma pessoa diferente.
Como as minhas amigas dizem ... " A matilde foi para o sw com um aureola e com asinhas, e veio de lá sem nada" Porque?
Porque assim que lá cheguei, houve quem me dissesse em tom de euforia que eu tinha olhos verdes, e fez com que eu entrasse na tenda e dissesse "gosto da boca dele". Depois disso, foram os inúmeros concertos e dj's que vimos sempre um ao lado do outro. Foi um sentimento que durante uma semana cresceu e fez com que eu naquele dia, no dia em que decidi que ia apanhar uma bebedeira, no dia em que tu ficaste chateado com um amigo por ele ter supostamente mandado uma boca que ninguém ouviu, me beijasses. A partir daí, as coisas têm evoluído. Apesar dos meus atrofios, dos meus ciumes e dos nossos amuos, apesar de não nos querermos pegar demasiado um ao outro, há coisas que ficam para sempre marcados na nossa memoria. E tu, e os momentos que passamos juntos são um deles.
ADORO-TEEEEEEEEE

JGP <3

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Acho muita (pouca) piada, quando as pessoas da minha idade, se metem a falar como a vida delas fosse uma coisa horrível, e todos lhes fizessem mal. Sinceramente, nenhum deles percebe o que foi parte da minha vida.
 Eu não falo da minha vida como se fosse a pior coisa do mundo, porque há de longe, histórias bem piores á minha, vejamos então.

Quando nasci, era tudo a babar-se para mim, porque já se sabia que durante, muito tempo já não ia nascer mais ninguém, até aqui tudo bem. Mas quando vamos a ver, que quando eu nasci, a minha mãe tava com uma (espécie) de depressão, e a minha avó estava a recuperar ainda da morte do meu avô que tinha sido 2 meses antes, até aqui está tudo mais ou menos bem. Mas quando está tudo á espera que eu seja um rapaz, escolhem o nome de Francisco em homenagem ao meu avô e saí uma Matilde ... e que ao fim de tantos anos quando olham para mim, lembram-se do meu avô...
Depois, sempre fui muito mimada por uma tia, que como não tinha filhos, dava montes de prendinhas ás sobrinhas, vida de princesa.
O que não é vida de princesa é na altura em que mais se precisa de uma mãe só a ver mais ou menos 2 horas por dia, durante 3 anos, também não é de princesa, crescer, sabendo que o padrinho de quem gosta muito, tem uma doença grave, que a qualquer momento pode morrer.
Passado 5 anos, está a comemorar os seus anos, chega a casa após uma noite fantástica com as melhores amigas, e ligam-lhe a dizer que o seu padrinho, de que tanto gostava tinha morrido. Alguém sabe qual é a sensação de estar a curtir á grande, enquanto tem uma pessoa de quem gosta muito a sofrer, e acabando por morrer? Eu infelizmente sei, e não aconselho a ninguém a ter essa sensação. A partir desse ano, sempre que comemorar os meus anos, vou-me lembrar disso.
Passados, 10 dias, com a avó internada, recebe uma chamada em casa a dizer que era do hospital, e que a sua avó tinha morrido. Horas depois, recebe outra "afinal foi um erro médico"; 2 dias mais tarde, voltam a ligar do hospital " a sua avó morreu " , enquanto está no velório da avó, volta a receber outra chamada " lamento informar, mas o teu tio morreu" .

Isto aconteceu-me á cerca de 6 meses atrás, vivo diariamente numa luta contra a uma doença da minha mãe, e digo-vos com muita sinceridade que é uma das coisas que mais me custa. Agora vêm-me para cá com conversas disto e daquilo que a "minha vida é uma merda", poupem-me e encarem a vida!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Recordações

Enquanto arrumava, e revirava papeis encontrei as nossas fotografias, as únicas recordações daquilo que um dia fomos, daquilo que um dia vivemos, e que pensávamos ser eterno. Pensei em incendiá-las, para apagar essa recordação, mas não fui capaz, percebi que não é só no papel que está estampado, mas também minha memória.
Continuei, e encontrei as cartas escritas em madrugadas de desespero, onde as palavras estão inundadas de sentimentos, quando apenas naquela forma encontrava uma forma de expressão e de me libertar. Lá, ta expresso a saudade e o carinho, que tinha por ti. Não dormia, com medo de te perder, passava noites em branco, a contar as horas e minutos para o dia nascer, e eu ir a correr ter contigo. Tar nos teus braços, e sentir a segurança e conforto que transmitias.
Enquanto tava a ser levada por essa recordação, relembrando todos os momentos passados juntos, procurei a pulseira. Aquela pulseira que me deste, que sempre que a pego, lembro-me daquela surpresa que me fizeste,a melhor de todas.. quando me chamaste para ir á janela, e lá estavas tu,mais lindo do que nunca, com a tua guitarra,com um sorriso fantástico e os teus olhos brilhantes, cantaste para mim, desci,  agarraste-me e beijaste-me com toda a força onde não me querias largar. Mas ... quando dou por mim, estou sentada no chão frio, encostada á estante, agarrando com toda a força a pulseira, e com uma lágrima no canto do olho.
Quando me tento levantar, olho para o espelho e vejo-te sentado na minha cama... e percebo que não te esqueci. Mesmo assim, e cada vez mais emocionada não consegui parar, no meio de todas aquelas recordações, encontro um papel dobrado, abro-o, e é um bilhete de comboio, mais uma vez, fecho os olhos e viajo de novo no passado, ao teu lado. Vejo a imagem do dia maravilhoso que tínhamos passado. De me convidares para jantar na tua casa, com os teus pais, e depois desse jantar me teres deixado á porta de casa dizendo que eu era tudo para ti, e que não me querias perder. Regresso da viagem, e sinto-me diferente, o meu coração parece uma bomba prestes a explodir, porque? Porque na outra mão tenho uma marca daquele hotel, em que marquei o quarto, no dia dos teus anos. Em que jantamos, a sós, com música ambiente e com tudo aquilo a que tínhamos direito, em que tu não te cansavas de dizer que eu tava linda, eras o meu princepe. E eu, nos teus braços, naquele momento sentia-me uma princesa, a forma como me beijavas, como me agarravas e me olhavas, era a melhor sensação que alguma vez tinha sentido. Foi uma noite especial, a primeira vez que dormimos juntos, a primeira de muitas noites em branco, em que eu ficava derretida vendo-te dormir, sempre tão sereno. Quando abro os olhos, mais uma gota traça-me o rosto, mais uma ferida tocada, e não consigo deter as lágrimas, choro, choro e sem levantar o olhar do chão pergunto-me porquê de estar assim. Não consigo ter explicação.
Ainda sentada, no meio de todas aquelas recordações, mais calma, decido continuar a viagem ao passado, e na mão esquerda continuo agarrando a pulseira com muita força e sempre com o olhar fixo no chão regresso ao mundo maravilhoso que vivemos juntos. Relembro, aquele dia em que mesmo cansado de uma noite, acordaste cedo para estares comigo, e com a minha família, fomos passear pelo Alentejo. Era verão e estava um calor, insuportável dentro do carro, mas mesmo assim eu estava no paraíso, por te ter ao meu lado, agarrado á minha mão, sussurrando-me que eu te fazia feliz, o dia foi passando, e como sempre, chegou a hora de me despedir, e mesmo não querendo largar-te, beijo-te como quem se despede.
Abro os olhos, e o meu corpo pede o teu calor, o meu olhar a tua presença e o meu coração o teu amor. Não aguento e as lágrimas vão me caindo descontroladamente, olho para a porta, e sonho verte entrar, e que voltasse tudo ao que um dia foi..

Foi um momento de sonho e de recordações, tudo acabou, foste-te embora deixando-me com perguntas, e com muitas memórias boas, e menos boas. Teria muitas mais historias para te contar, onde só eu e tu sabíamos o que sentíamos nelas. Mas deste modo, peço-te para que nunca te esqueças de mim, pois, eu nunca me vou esquecer de ti.

Beijo,
Matilde